- Isto é aconselhamento jurídico?
- Não. Esta ferramenta preenche um modelo padrão de contrato de prestação de serviços freelancer com os nomes, o projeto, o pagamento e o estado da lei aplicável que você digita. Não substitui um advogado analisando a relação real. Se o projeto importa — valor relevante, cliente de marca conhecida, relação contínua ou propriedade intelectual que vai parar num produto lançado —, pague um advogado para ler o que você gerou antes de qualquer parte assinar. O modelo é um ponto de partida, não o documento final.
- Qual a diferença entre obra sob encomenda e licença?
- Obra sob encomenda (work-for-hire) significa que o cliente passa a ser dono das entregas por completo no momento em que você é pago. Pela lei de direitos autorais dos EUA (17 U.S.C. § 101), trabalho encomendado não vira obra sob encomenda automaticamente — isso precisa estar escrito explicitamente e se encaixar numa de nove categorias legais (traduções, contribuições para obras coletivas, obras complementares, compilações, textos didáticos, provas, gabaritos, atlas, obras audiovisuais). O modelo usa cinto e suspensório: declara obra sob encomenda E, caso a lei não a reconheça como tal, cede a propriedade de forma irrevogável no pagamento final. Uma licença mantém a propriedade com você (o freelancer) e dá ao cliente direitos perpétuos de uso. Designers e desenvolvedores muitas vezes preferem a licença porque ela permite reaproveitar código e componentes de design e deixa os direitos de portfólio mais limpos. A maior parte do trabalho criativo encomendado é obra sob encomenda; escolha licença quando reaproveitar importar para você.
- Por hora, valor fechado ou por etapas — qual escolher?
- Valor fechado serve para projetos com escopo bem definido: um logo, um site de 5 páginas, a especificação de uma funcionalidade. Os dois lados sabem o total de antemão, o que limita discussões depois. Por hora serve para trabalho contínuo em que o escopo muda: um papel de consultoria técnica, um trabalho de estratégia de marketing, um designer fixo mensal. Por etapas serve para projetos maiores ($5.000+ ou mais de um mês): amarra os pagamentos às entregas para nenhuma parte ficar exposta demais. Uma divisão comum é 30% na assinatura, 40% num marco importante (aprovação do design, lançamento beta) e 30% na entrega final. O modelo cobre as três formas na cláusula de Remuneração; o texto se ajusta automaticamente.
- Quantas revisões devo incluir?
- Duas é o padrão comum para trabalhos de design e conteúdo — generoso o bastante para parecer justo, apertado o bastante para evitar que o escopo cresça sem fim. Uma revisão é o lado curto (serve para projetos bem pequenos). Três ou mais é incomum; se você está incluindo mais de três, pense se o escopo está mesmo definido. O modelo define uma rodada de revisão como “um único conjunto consolidado de comentários”, o que evita a morte por mil cortes, em que o cliente manda dez e-mails separados de “só mais uma coisinha”. Revisões além das incluídas são cobradas por hora ou por aditivo escrito.
- Que estado devo escolher para a lei aplicável?
- Delaware é o padrão mais comum — tem a jurisprudência contratual mais profunda dos EUA, e a maioria dos advogados está acostumada a interpretar contratos de Delaware. Nova York e Califórnia também são escolhas comuns. O conselho prático: escolha o estado onde o freelancer está, ou onde você gostaria de processar se o acordo for descumprido. O estado escolhido NÃO precisa ser onde alguma das partes opera; é rotina as partes concordarem em seguir a lei de um estado onde nenhuma delas está. Se as duas partes têm advogados, isso normalmente é negociado.
- Este contrato vale na Justiça?
- Um contrato de prestação de serviços freelancer vale quando as duas partes assinaram sabendo o que assinavam, as obrigações são claras, a contrapartida (pagamento em troca de serviços) é real e ele não viola a ordem pública. O modelo daqui usa a estrutura padrão de dez seções que os tribunais veem o tempo todo. O que costuma derrubar contratos é um problema específico de redação — escopo vago (“fazer a marca” sem lista de entregas), falta de cláusula de propriedade intelectual, cláusulas de não concorrência inaplicáveis ou indenização de um lado só. O modelo mantém a linguagem equilibrada e padrão. Nada disso substitui um advogado analisando a sua situação específica.
- Funciona para clientes de outros países?
- O modelo supõe que as duas partes têm presença nos EUA e usa a lei de um estado americano como lei aplicável. Se uma parte está fora dos EUA, você provavelmente vai precisar de outra cláusula de jurisdição (muitas vezes arbitragem em Londres ou Singapura), de cláusulas específicas sobre moeda e impostos e de um advogado que entenda de contratos internacionais. Use este modelo só se as duas partes tiverem presença nos EUA — caso contrário, trate o documento gerado como um rascunho inicial para um advogado, não como algo para assinar como está.
- As duas partes podem assinar eletronicamente?
- Sim. Pelo ESIGN Act (federal) e pela UETA (adotada na maioria dos estados), assinaturas eletrônicas têm o mesmo valor jurídico que assinaturas à mão para quase todos os contratos comerciais, incluindo contratos de freelancer. O documento gerado inclui na cláusula 10 que ele “pode ser assinado em vias separadas, inclusive por assinatura eletrônica”, para deixar isso explícito. Ferramentas como DocuSign, HelloSign ou até colar uma imagem da sua assinatura no PDF são aceitáveis. A cláusula de testemunho no final deixa linhas em branco para assinatura, nome por extenso e data.
- Eu sou mesmo um prestador independente por este contrato?
- A cláusula diz que sim — mas um rótulo no contrato não decide a questão. O IRS e a maioria dos órgãos trabalhistas estaduais usam um teste com vários fatores (controle de comportamento, controle financeiro, tipo de relação) para decidir se alguém é de fato empregado ou prestador. O contrato é um dado; como a relação acontece na prática importa mais. Se o cliente controla quando e onde você trabalha, fornece seus equipamentos, te coloca nas reuniões do time e te paga numa data fixa como um empregado, um órgão trabalhista pode reclassificar você, não importa o que o contrato diga. Para ficar com segurança do lado de prestador: tenha vários clientes, use seus próprios equipamentos, defina seus próprios horários e fature por trabalho concluído, e não por horas registradas. O contrato cuida da papelada; a relação tem que sustentá-la.
- Isto substitui LawDepot, Rocket Lawyer ou Bonsai?
- Esses são produtos por assinatura que embrulham modelos parecidos em sistemas de conta, painéis de gestão de documentos e (nos planos mais caros) revisão por advogado. Se você precisa de um rascunho para entregar ao seu próprio advogado ou para um projeto informal entre partes que confiam uma na outra, este gerador te leva ao mesmo lugar, de graça. Se precisa de versões guardadas, fluxos de assinatura eletrônica, faturamento embutido na plataforma de contratos e um advogado de plantão, os serviços pagos fazem mais. A qualidade do texto gerado aqui é comparável a um modelo padrão do plano gratuito do LawDepot ou do Rocket Lawyer — a mesma linguagem padrão está nos modelos de todo mundo.
- Meus dados ficam guardados em algum lugar?
- Não. Tudo fica na aba do seu navegador. O formulário é salvo automaticamente no localStorage do navegador para que recarregar a página não apague seu trabalho, mas nada é enviado, registrado ou mandado para um servidor. Feche a aba e o rascunho some. O PDF é gerado inteiro no navegador com o jsPDF — os detalhes do projeto, os nomes e os endereços das partes nunca saem da sua máquina.